5 desafios da compatibilização de projetos

No meu primeiro post, falei sobre a importância da compatibilização de projetos na engenharia civil para redução de custos e de tempo no cronograma de obra. Mais do que isso: apresentei o BIM como método eficaz para uma análise de interferências automatizada e confiável. Apesar de sua importância, a compatibilização de projetos não faz parte da rotina dos profissionais e é um problema constante na gestão de obras. Afinal, quando não há integração das diversas etapas de uma edificação e de suas diferentes especialidades, é grande a chance de retrabalho.

Sabemos que economia e otimização de processos são itens muito buscados pelo setor de construção para driblar períodos de crise e escassez de mão de obra. A compatibilização de projetos se apresenta, portanto, como uma ferramenta essencial para garantir uma execução mais segura. Conheça os desafios, ainda enfrentados no Brasil, que impedem a incorporação desse processo na rotina da construção civil.

Compatibilização de projetos: 5 desafios para superar

1. Prazos curtos: com cronogramas cada vez mais apertados, a etapa de análise de interferências de projetos fica em segundo plano. Isso porque é preciso reunir os diversos desenhos criados, estudá-los com atenção e corrigir possíveis falhas que possam comprometer a integração dos projetos. Como fazer a compatibilização de projetos em meio a prazos curtos? É preciso investir mais em planejamento e análise para reduzir o tempo de execução. Quando os projetos são analisados com atenção e tempo adequado, os retrabalhos e imprevistos são reduzidos. Além disso, uma recomendação é criar projetos em BIM. Apesar dos diversos entraves que ainda existem para a adoção do BIM na engenharia civil, a tecnologia de modelagem de informações consegue automatizar os processos de análise e aumentar a confiabilidade da compatibilização.

2. Processos manuais: muitos profissionais perdem tempo com processos manuais de compatibilização de projetos, como a análise a olho nu das pranchas impressas. Além de demorada, essa tarefa é mais propensa a erros, devido ao grande número de detalhes e informações que precisam ser analisadas. Cada método de análise de interferências tem um nível de documentação, sendo que o modelo BIM traz o nível mais detalhado.

3. Visualização de situações 3D a partir de desenhos 2D: já comentei que a análise baseada apenas no desenho, que em 3D certamente é melhor, não consegue incluir os elementos paramétricos. Ou seja, a compatibilização de projetos fica incompleta, pois não abrange todas as informações necessárias para sugestão de melhorias e para detecção de interferências entre as diversas disciplinas. A recomendação, neste caso, é fazer a compatibilização de projetos na construção civil com a tecnologia BIM para garantir a visualização 3D e as informações de cada projeto, com a possibilidade de alterações automatizadas.

4. Diversidade de disciplinas: ao analisar projetos, os profissionais se deparam com informações de diversas áreas. Não basta somente comparar desenhos para checar as interferências, é necessário ter embasamento técnico para analisar as informações e sugerir melhorias. A quantidade de disciplinas e profissionais envolvidos em uma obra traz outros desafios para a compatibilização de projetos, como a necessidade de uniformizar programas, nomenclaturas e linguagens. A padronização ajuda a criar uma unidades de informação e apresentação do projeto, o que facilita a análise de interferências.

5. Comunicação, integração e coordenação: essas três palavras são o ponto de partida para incluir o BIM na construção civil, especialmente pela sua vantagem na compatibilização de projetos. É preciso reunir projetistas, executores e arquitetos para estabelecer um fluxo de comunicação entre eles, ou seja, deve-se pensar em um novo workflow de trabalho e na figura de um coordenador de projetos. Assim como comentei nos desafios da aplicação do BIM na engenharia civil, é preciso estimular a colaboração entre os profissionais envolvidos para garantir uma análise adequada dos projetos. Isso tudo está relacionado com o conceito de engenharia simultânea, que engloba a cooperação e o consenso entre os envolvidos no desenvolvimento, o emprego de recursos computacionais e a utilização de metodologias.

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