Os processos de compatibilização de projetos na construção civil

A compatibilização de projetos na construção civil serve para verificar o que foi traçado pelos diversos projetistas a fim de evitar interferências entre os projetos elétrico, hidrossanitário e estrutural, por exemplo. Mais do que isso: a compatibilização integra as soluções, desde arquitetônicas até instalações. Nessa linha de posts, vamos mostrar as principais maneiras de se fazer a análise de interferências e os diferenciais do uso do BIM nessa tarefa, afinal, uma das grandes vantagens de se utilizar o BIM é garantir uma compatibilização automatizada e confiável.

A análise de interferências deve ser realizada antes da execução da obra, afinal, um bom projeto precisa estar redondo para evitar contratempos que encareçam o trabalho, atrasem o cronograma de obras ou que desperdicem o tempo dos profissionais com retrabalho. A forma mais tradicional de se fazer a compatibilização de projetos na construção civil é com a sobreposição dos desenhos, manualmente ou com desenhos CAD 2D. Essa técnica sempre funcionou muito bem, no entanto, se pensarmos na quantidade de disciplinas e de detalhes que existem hoje nos projetos de edificações, fica quase impossível analisar interferências com precisão. Imagine checar projetos estruturais, hidrossanitários, elétricos, de telecomunicação, segurança, climatização, preventivo de incêndio, entre tantos outros itens, que variam conforme a demanda da edificação.

4 formas de fazer compatibilização de projetos na construção civil

1. Manual com projetos impressos: uma maneira bem tradicional, muito utilizada no passado, quando ainda não era frequente o uso de computadores. As pranchas eram impressas, comparadas e analisadas a olho nu. Essa sobreposição manual de desenhos era aplicada para identificar os problemas, que seriam posteriormente documentados com apresentação das devidas alterações para solucionar os problemas. A desvantagem desse processo é óbvia: além de demorado (imagine aplicar isso no projeto de um prédio comercial!), é alto o risco de erros, devido ao grande volume de informações que devem ser verificadas.

2. Com programas CAD 2D: é uma forma um pouco menos desgastante e demorada do que a manual, mas continua limitada e ineficiente na detecção de interferências dos projetos prediais estruturais e complementares. Os desenhos não são legíveis a ponto de se verificar todos os detalhes de plantas, cortes e elevações.

3. Com modelos 3D: é uma evolução ao processo de análise em 2D, também possível de se fazer pelo CAD, mas ainda é limitado apenas ao desenho, sem garantir a visualização e o estudo das informações de cada projeto.

4. Com modelagem de informação: essa maneira de realizar a compatibilização de projetos na construção civil é possível com a concepção de projetos em BIM. Além do desenho em 3D, o BIM inclui elementos paramétricos, ou seja, ele une desenho aos dados necessários para se avaliar interferências, antecipar problemas e para garantir a execução eficiente do projeto, evitando, por exemplo, refações e desperdícios de materiais. Com sistemas especializados em BIM, também é possível efetuar rapidamente diversas simulações, contemplando diferentes cenários e antecipando as dificuldades.

Quais são as suas principais dificuldades na compatibilização de projetos na construção civil? Escreva nos comentários e aguarde nossos próximos conteúdos.

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