4 passos para reduzir o consumo de água em edificações

4 passos para reduzir o consumo de água em edificações

Obter um sistema de gestão da água implica em adotar medidas de conservação através do emprego de técnicas, equipamentos e hábitos que ajudarão a reduzir o consumo do recurso em edificações. Nesse artigo apresentaremos 4 passos essenciais que devem ser observados pelo projetista, com o objetivo de oferecer ao cliente estratégias modernas e imprescindíveis para obter uma gestão eficiente do consumo de água.

A escassez do recurso hídrico já afeta diversos países e provoca conflitos em todo o mundo. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em 2025 cerca de 1,8 bilhão de pessoas viverão em países com escassez de água absoluta.

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O Brasil frente ao cenário global

Embora ocupe posição privilegiada, com uma reserva de água doce que representa 12% do total disponível no planeta, o Brasil sofre com a má distribuição, gerenciamento inadequado e desperdício do recurso.
De acordo com o estudo divulgado pelo Trata Brasil, os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) dão conta de que o país desperdiçou 38% de sua água potável no ano de 2016, o equivalente a cerca de 7 mil piscinas olímpicas e um dano financeiro que supera a marca dos R$ 10 bilhões.

Pensando em contribuir com a transformação desse cenário, elencamos 4 passos que são determinantes para a redução do consumo de água em edificações. Medidas que podem ser empregadas facilmente em seu projeto hidrossanitário.

Passo 1: Reuso de água pluvial

Além de ser uma ação sustentável, a captação de água da chuva propicia um ganho econômico em curto prazo, já que o reservatório atende às aplicações que não exigem consumo de água potável.

A inserção desse sistema pressupõe o dimensionamento das calhas, localizadas no topo da edificação, dos condutos e da cisterna. Além da contabilização do filtro e da bomba. Todos os itens podem ser adicionados com facilidade através de uma plataforma computacional.

Passo 2: Equipamentos adequados

A escolha dos elementos que farão parte da construção também é fundamental no plano de redução do consumo. Atualmente, existem no mercado dezenas de produtos que visam a economia de água e acabam tornando-se um investimento de retorno quase imediato, já que são capazes de reduzir as contas de água e energia em poucos meses.

Checklist e feedback para projetos hidráulicos

Veja alguns dos mais importantes:

Descarga com válvula econômica: possibilita o uso para fins diferentes. Em geral, ela dispõe 3 litros de água para resíduos líquidos e 6 litros para resíduos sólidos. Estima-se que isso reduza em 50% o consumo de água.

Arejador: garante a diminuição da vazão sem prejudicar o volume. A taxa de redução do consumo varia entre 50 e 80%.

Torneira com desligamento automático: Com vazão programada para funcionar dentro de alguns segundos, ou sensor de movimento, esse equipamento permite reduzir o uso da água em até 70%.

As taxas de redução do consumo foram publicadas em infográfico pela Revista Isto É.

Passo 3: Definição correta da pressão na rede hidráulica

O projeto de instalação da rede hidráulica deve atender aos requisitos normativos de dimensionamento da pressão nos equipamentos. A NBR 05626 – 1998 estabelece valores mínimos de pressões para os pontos hidráulicos, a fim de que o uso da água seja o mais eficiente possível.

A pressão hidráulica excessiva contribui significativamente para o desperdício de água, tendo em vista que a vazão resultante será muito maior do que o necessário. Logo, o dimensionamento bem elaborado das tubulações se apresenta como fator determinante para a redução do consumo.

Passo 4: Hidrômetros individuais

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E-book gratuito: Como aplicar hidrômetros individuais em edificações

Ideais para residências multifamiliares, os hidrômetros individuais permitem que o gasto de cada apartamento seja contabilizado separadamente. Desta forma, há possibilidade de identificar os custos mais altos e reduzir o consumo, além da cobrança ser realizada de forma justa.

Se feitos à mão, os cálculos dos hidrômetros podem gerar um trabalho a mais. A boa notícia, no entanto, é que existem meios para automatizar esse processo com poucos cliques.

No próximo post, o engenheiro Julian Silva vai falar sobre como deve ser feita a aplicação dos hidrômetros individuais em uma edificação, com dicas sobre como otimizar o processo de dimensionamento. Acompanhe nosso blog e fique por dentro das atualizações.

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