Sistemas de combate a incêndio: o que preciso saber para começar meu projeto?

Sistemas de combate a incêndio: o que preciso saber para começar meu projeto?

Sistemas de combate a incêndio são mais do que prioridade. Para alguns tipos de edificações existem ainda determinações regulamentares. Afinal, um projeto preventivo eficiente pode ser fator decisivo para salvar vidas em casos de sinistros.

Mas antes de começar a desenvolver seu projeto de fato, é preciso estar atento às normas, além de realizar a análise rigorosa da estrutura e o levantamento dos riscos.

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Quais são as exigências normativas?

De acordo com a NBR 13714 – 2000, edificações que possuem área construída superior a 750 m² e/ou altura superior a 12 metros devem, obrigatoriamente, contemplar sistemas hidráulicos preventivos de combate a incêndio.

Faz-se importante salientar que essas edificações são classificadas em grupos, de acordo com o porte e ocupação, a fim de que os sistemas implementados sejam coerentes com o número de pavimentos e pessoas, por exemplo. Todos os grupos podem ser consultados através da norma.

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Elementos dos sistemas de combate a incêndio

Além das considerações normativas, os diferentes estados do país também definem regras distintas para a implementação dos elementos que compõe um sistema preventivo. Por isso, é fundamental estar atento ao que preconiza os órgãos regulamentadores do estado em que a obra será executada.

Um sistema eficiente de combate a incêndio pode ter:

  • Redes de Hidrantes
  • Extintores
  • Corrimão
  • Escadas com proteção adequada
  • Detectores de calor
  • Controle de fumaça
  • Sprinklers
  • Quadros de comando
  • Alarmes visuais e sonoros
  • Rotas de fuga
  • Portas corta-fogo
  • Iluminação e sinalização de emergência.

O livro “A segurança contra incêndio no Brasil”, disponível para download gratuito através do site do Corpo de Bombeiros de SP, apresenta a água como o mais completo agente extintor, além de ser também o mais utilizado através das redes de hidrantes e chuveiros automáticos.

Aqui no blog nós já falamos especificamente sobre a norma para projetos com sistema de Sprinkler.

Nessa publicação vamos nos aprofundar mais sobre a norma aplicada às redes de hidrantes.

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Aplicação da rede de hidrantes segundo a NBR 13714 – 2000

Para atender aos requisitos normativos, os sistemas de hidrantes são divididos em três categorias principais que definem o tipo de esguicho, diâmetro e comprimento da mangueira, além da saída e vazão. Cada uma dessas categorias serão aplicadas, com base no grupo das edificações, como já comentamos.

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Além disso, a norma prevê que o tempo de funcionamento do sistema deve ser de 60 minutos para os tipos 1 e 2, e 30 minutos para o tipo 3.

Dimensionamento: a relação entre vazão e pressão nas redes de hidrantes

O cálculo dos componentes pode ser fator decisivo para que se obtenha sucesso com o propósito central do sistema preventivo, isto é, salvar vidas.

Assim, para que as mangueiras ou os mangotinhos tenham a pressão adequada, é necessário que o projetista considere a perda de carga e, principalmente, a relação entre vazão e pressão que, onde entra a aplicação do que chamamos de Fator K.

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No próximo post vamos explicar, passo a passo, como aplicar o Fator K no esguicho, além de outras informações técnicas importantes para o desenvolvimento de seu projeto.

Você tem alguma dúvida ou sugestão de conteúdos para os próximos posts? Informe aqui nos comentários.

Até a próxima.

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