Boas práticas em projeto hidrossanitário

Quando planejamos um projeto hidrossanitário, o objetivo é o funcionamento ideal de todo o sistema hidráulico e sanitário. Visando alcançar o melhor custo/benefício, elaborar um bom projeto e reduzir, dessa maneira, eventuais problemas futuros, o engenheiro precisa adotar boas práticas. Dificuldade de aprovação do projeto com idas e vindas da vigilância sanitária, infortúnios de execução por incompatibilidade com os demais projetos da edificação e até mesmo questões relacionadas ao mau funcionamento das redes (que certamente irão gerar transtornos aos moradores) são algumas das dores de cabeça mais comuns. Abaixo, elencamos quatro boas práticas que ajudarão na elaboração do projeto.

1. Análise de interferência com o projeto estrutural

Em algumas situações pode ser necessário atravessar um tubo de esgoto no sentido da espessura da viga, por exemplo. Nesse caso, é primordial que essa informação seja passada ao projetista estrutural para que o cálculo da viga com essa perfuração seja previsto pelo projetista estrutural. Não custa lembrar que essa é uma decisão que não deve ser tomada no momento da execução da edificação, porque pode causar danos imprevistos à estrutura da obra.

2. Escolha correta dos materiais

Considere sempre as resistências à variação de temperatura dos materiais que serão utilizados nas tubulações. A elaboração correta dos cálculos das pressões hidráulicas também precisam atingir os valores mínimos informados na norma ou exigidos pelo fabricante de cada equipamento. Deve-se também, evitar pressões excessivas na elaboração do projeto, as quais não podem ultrapassar o valor de 40 m.c.a.

3. Dimensionamento da rede sanitária

É muito importante conceber corretamente o dimensionamento da rede sanitária, considerando os ângulos de curvaturas horizontais, que devem ser de 45º. Já a rede de ventilação deve ser projetada visando sempre a manutenção do nível dos fechos hídricos dos sifões, prática que impede o retorno de odores para o ambiente. Uma das questões mais observadas pela vigilância sanitária é o dimensionamento das unidades de tratamento, tais como tanque séptico, sumidouro, valas entre outras, necessárias quando não há rede de esgoto passando pela rua da edificação. Neste caso, o projetista deve apresentar os desenhos e justificar o dimensionamento por meio da memória de cálculo.

4. Conhecimento das normas da vigilância sanitária

Além de conhecer todos os documentos que são necessários para aprovação do projeto com a prefeitura, o engenheiro deve ter como prática antecipar a documentação que podem levar mais tempo para serem disponibilizadas, como as consultas de viabilidade de fornecimento de água e a viabilidade de ligação de esgoto na rede coletora que depende do órgão responsável por estas áreas, estando com o projeto pronto, deve-se apresentar também os desenhos, o memorial de cálculo, os requerimentos, a ART do profissional e o comprovante de pagamento da taxa de análise.

As boas práticas citadas mostram que um profissional responsável por um projeto hidrossanitário precisa ter conhecimento da área em que trabalha e entendimento de toda a parte burocrática que envolve a aprovação do projeto para ser competitivo e desenvolver um bom trabalho.

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